Todo mundo que tem um telefone celular já
ouviu falar do famigerado "efeito memória".
Capaz de reduzir o tempo de vida útil da
bateria, este processo ainda é um enigma
para a maioria dos usuários. Os especialistas
em telefones celulares advertem que o "efeito
memória" só afeta as baterias feitas
com composto químico níquel-cádmio,
comum nos modelos analógicos.
As baterias da nova geração, desenvolvidas
com níquel-metal-hidreto ou lítio-íon,
estão livres do problema.
Mas
o que é o "efeito memória"? Gusto
Bottino, superintendente de Marketing da Samsung,
explica que, nas baterias de níquel-cádmio,
as cargas não se misturam. Isso significa
que, se a bateria não estiver completamente
zerada, o carregador vai entender que a carga
máxima da bateria é a quantidade
total menos o que já havia de resíduo.
Aldo Moino, gerente de Marketing da Ericsson,
faz uma analogia com um tanque de gasolina.
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Imagine um tanque com capacidade total de 60 litros.
Compare este tanque a uma bateria.
Digamos que o usuário resolva abastecer
quando o tanque ainda tem 20 litros. Então,
a bomba do posto só vai injetar 40 litros.
Transportando esta situação para
as baterias que sofrem com o efeito memória,
o carregador entende que a carga total dela são
os 40 litros e não os 60 que cabem no tanque
- detalha Moino.
Hilton
Mendes, diretor de Produto de Comunicação
Pessoal da Motorola, diz que o "efeito memória"
acontece quando o carregador fica viciado num
determinado patamar e, mesmo que a bateria esteja
zerada, ele não consegue enviar uma carga
completa.
Para
a felicidade geral da nação de usuários
de celulares, vale lembrar que as baterias dos
modelos digitais já vêm com carregadores
inteligentes, isto é, eles não têm
"efeito memória".